Archive for the ‘opensource’ Category

Cinema Autossustentável – Links!

setembro 20, 2007

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Cine Falcatrua

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Enquanto isso, em Porto Alegre

abril 16, 2007

pá!

A TV Criei, Tive Como! é uma mostra de vídeos diferente: um fluxo audiovisual aberto, operando durante todo o 8º Fórum Internacional de Software Livre.

Além de obras enviadas por realizadores de todo o mundo, a mostra exibirá material pinçado dos grandes repositórios brasileiros de cultura livre, como CMI, Overmundo e o Estúdio Livre.

Completam a programação reportagens sobre o que está rolando no 8º FISL, apresentações de VJs em tempo real, e um levantamento de longas-metragens e séries feito pelo Cine Falcatrua, que também cuida da coordenação de conteúdo da mostra.

A TV Criei, Tive Como! poderá ser vista no próprio Fórum ou pela Internet, de 12 a 14 de Abril, das 9h às 21h.

* * *

Segue a relação dos vídeos que foram recebidos pelo correio para a TV CTC:

  • RecBeat e o Hipertexto (Pedro Bayeux, Brasil, 2006, 54’)
  • Mute (Adolfo Sarkis, Ficção, Brasil, 2007, 11’)
  • Isto não é um Filme (Loli Menezes, Ficção, Brasil, 2006, 22’)
  • A Flor do Amador (Walfran Guedes, Ficção, Brasil, 2005, 7’08”)
  • Os Girassóis de Hugo (Maitê Medeiros e Vinicius Cruxen, Ficção, Brasil, 2005, 13’45”)
  • Sex Faxine (Esquadrão Sarcástico, Ficção, 1’)
  • 2001 – Uma Odisséia Sem Espaço (Esquadrão Sarcástico, Ficção, Brasil, 2001, 1’)
  • Como Votar Nulo / Eleição Justa (Esquadrão Sarcástico, Vinhetas, Brasil, 2004, 30”)
  • De dentro do meu sexo (Ana Albornoz, Documentário, Brasil, 2006, 19’)
  • Dama (Vinicius Cruxen, Ficção, Brasil, 2006, 12’)
  • Sin Salida (Alejo Rébora, Ficção, Argentina, 2007, 8’30”)
  • Sobre Asas do Desejo (Dirnei Prates, Experimental, Brasil, 2006, 3’)
  • Relógio (Dirnei Prates, Experimental, Brasil, 2006, 3’33”)
  • Batendo Cueca (Rodrigo de Jesus, Experimental, Brasil, 2007, 3’38”)
  • Fiat Lux (Nelton Pellenz, Experimental, Brasil, 2006, 1’32”)
  • Colapso (Nelton Pellenz, Experimental, Brasil, 2006, 50”)
  • Passarim (Nelton Pellenz, Experimental, Brasil, 2007, 1’20”)
  • Comunicoação (Paulo Fernando e Sérgio Rodrigo, Animação, Brasil, 2006, 2’36”)
  • Muiraquitã (Jeane Ramos, Animação, Brasil, 2005, 5’)
  • Um Milhão de Histórias (Caio Zerbini, Experimental, Brasil, 2006/2007, 3’58”)
  • Aldeia Velha e suas raízes (Julia Botafogo, Documentário, Brasil, 2006, 45’)
  • Grussaí, julho de 2005 (Nivaldo Marangoni, Experimental, Brasil, 2006, 5’)
  • Morango com Limão (Adolfo Sarkis, Ficção, Brasil, 2004, 15’)
  • O Sapo (Adolfo Sarkis, Ficção, Brasil, 2007, 17’)
  • Remexe (Vivian Arita, Animação, Brasil, 2006, 35”)
  • De como Corman […] (Alejo Rébora, Ficção, Argentina, 2006, 4’26”)
  • Sr. Juéz (Alejo Rébora y Tamara Drajner, Animação, Argentina, 2006, 3’20”)
  • Tevelição – Faça sua TV em 5 minutos (Esquadrão Sarcástico, Documentário, 2004, 5’)

CINEMA@casa

abril 16, 2007

Mais uma programação que você não viu, mas pode recriar em casa.

Rolou semana passada, no 8º Fórum Internacional de Software Livre.

* * *

Faz três anos que o Cine Falcatrua começou com suas mostras de conteúdos livres, reunindo obras que buscam alternativas ao direito autoral constituído. No começo, o material era escasso e difícil de achar: a maioria, clássicos em domínio público, documentários ativistas e vídeos experimentais de legalidade disputada. Tudo muito diferente de hoje, quando temos uma cena consolidada pela popularização de repositórios de vídeo online, com direito até a longas-metragens.

O filme de longa-metragem é o formato preferido da indústria cinematográfica. Sua produção sempre esteve intimamente ligada à película, aos grandes estúdios e a um copyright muito restrito. Por isso são tão impressionantes os últimos lançamentos de longas em digital video, independentes e licenciados em copyleft. Sinal de que o circuito de cinema livre está passando por um amadurecimento significativo.

É esse amadurecimento que o Cine Falcatrua pretende explicitar com CINEMA@casa, a mais recente versão das mostras de conteúdos livres, que aponta para a confluência entre os diversos grupos envolvidos nessa cena.

De um lado estão aqueles fãs apaixonados, que se tornam realizadores por um transbordamento do mero ato de consumir. Eles simplesmente fazem as obras que gostariam de ver, e encontram no território desautorizado da Internet o lugar perfeito para compartilhar essas criações com outros autores em potencial.

Se, até pouco tempo, tudo o que podiam era escrever fanfics, hoje eles têm à sua disposição tecnologias equiparáveis às de um pequeno estúdio, o bastante para produzir e espalhar épicos recheados de efeitos especiais.

É o caso de Samuli Torsonnen, que desde 1992 faz pequenas paródias de Jornada nas Estrelas, e ano passado lançou seu primeiro longa-metragem. Star Wreck – O Império de Pirk (Finlândia, 2006) ainda participa da série que Torsonnen começou aos 14 anos e, por mais que seja uma produção complexa, é distribuído da mesma forma que as outras obras do finlandês: livremente, pela rede.

O filme demorou sete anos para ser feito, mas Torsonnen não tem pudores em disponibilizá-lo para quem quiser. Seu maior interesse é que a obra circule. Ele deve saber o que está fazendo – afinal, é pioneiro: seu filme anterior, um média-metragem, também foi lançado na Internet. Isso em 1997.

De lá pra cá, os cineastas profissionais estão aprendendo como isso funciona. Muitos já perceberam que o que se alardeia como pirataria é resultado de um descompasso de produção, e a propagação dos filmes em meio digital é a única forma de superar o minguado circuito dos multiplexes e dos festivais.

Entre os adeptos da première online estão nomes como Michael Winterbottom e Steven Soderbergh, mas também temos um exemplar nacional. Antes que seu Cafuné (Brasil, 2006) tivesse sido exibido em qualquer sala de cinema, Bruno Vianna já o havia colocado na rede.

Em outras épocas e lugares essa atitude poderia significar suicídio comercial, mas ela não deixa de estar em perfeita coerência com o funcionamento da indústria cinematográfica brasileira. Já que a maior parte dos filmes é financiada com dinheiro público a fundo perdido, porque não colocá-los à disposição daqueles que involuntariamente contribuem para sua realização, os próprios espectadores?

A estratégia de Vianna fez com que sua obra atingisse outros níveis não só de circulação, como também criativos: a estrutura das redes p2p possibilitou que Cafuné fosse lançado simultaneamente com a sua versão estendida, que o público pode remixar.

A esses cineastas lúcidos e àqueles consumidores assanhados, um outro grupo se une para compor a cena de cinema livre. É o pessoal mais próximo da máquina; técnicos que se emancipam como artistas conforme a rede faz nós no circuito e os processos de confecção de ferramentas e obras se confundem.

Essa turma é afeita a novas formas de fazer audiovisual, como algoritmos generativos e livecoding, mas também sabe se virar com produções convencionais – naturalmente, redimensionadas. Haja visto o caso de No Oeste, Só Feijão (Áustria, 2006), que Robert Spindler montou usando o Open Movie Editor, programa desenvolvido pelo seu irmão, Richard.

Podemos dizer que, ainda que Richard não esteja nos créditos de No Oeste, ele com certeza teve um papel crucial na produção da obra, assim como Robert deve ter influenciado bastante a interface e recursos do software do irmão.
Essa permeabilidade entre técnicas é comum aos meios digitais. Espectador, programador ou cineasta são mais do que nunca posturas passageiras, formas de estar no circuito, e não papéis estanques. Por isso, nada mais natural do que deixar livre tudo que resulta dessas interações – inclusive essa mostra.

Como em outras programações do Cine Falcatrua, o público está convidado a baixar esses filmes e fazer suas próprias exibições, públicas ou privadas.

Oficina de Falcatrua

fevereiro 6, 2007

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Really Free Movie Exhibition @ Piksel06

outubro 1, 2006

The Really Free Movie Exhibition is the most politically correct action of Cine Falcatrua, a Brazilian group that works in the borderline between cinema’s hyper-authorized architecture and new media’s fluid ecology. It consists of screenings of copyleft movies downloaded from the Internet, whose url sources are beforehand revealed to the audience. The spectators are encouraged to download the movies and organize their own exhibitions, becoming curators themselves. All movies exhibited at Piksel06 can be downloaded through Cine Falcatrua’s blog or Piksel website.

* * *

This exhibition intends to redimension the value of curatorial work, which simply is a process of selection and compositing – just as creating electronic music, for example. Selection and compositing are, as Lev Manovich says and any remix-loving teenager knows by heart, “key operations of digital media”, widely available tools for creation in digital environments.

The RFME also works as a critical commentary on the movie theater’s transparency. As a medium, the movie theater denies its own existence; it conveys a message (the movie) as if there wasn’t any contingent code. The exhibition of internet movies on a big screen reveals the farse behind this, showing digital cinema in all its opacity: compression artifacts, pixelization, dvix watermarks.

* * *

[ Programme 01 | brazil, tactical media, licensing ]
Extra Warning, Brenda Make, 2005
TV Falcatrua 2.0, Cine Falcatrua, 2006
A Televisão Não Será Revolucionada!?, Media Sana, 2003
Rádio Muda, Rádio Muda, 2001
Creative Commons Brazil, Danny Passman, 2005
Trusted Computing, Benjamin Stephan e Lutz Vogel, 2005
State of the Union, Bryan Boyse, 2001
Mashin’ of the Christ, Negativland, 2004
Kuvastin, Tatu Pohjavirta, 2001

[ Programme 02 | bricollage, music, composing ]
The Grey Video, Ramon & Pedro, 2004
No Business, James Gladman & Negativland, 2005
Copyright Criminals: This is a Sampling Sport, Ben Franzen & Lembrew McLeod, 2005
Tá Como o Diabo Gosta, Re:combo, 2005
Unsquare Beat, Esquadrão Atari, 2005
Life Wasted, Pearl Jam & Fernando Apodaca, 2006
A Fluo Dança!, Primeira Paróquia, 2003
Profissão de Fé, Primeira Paróquia, 2003
Giant Steps, Michal Levy, 2001
Elephants Dream, Blender Foundation, 2006
Remarkably Bold Venture of the Rabbit, Tim Drage, 2000

[ Programme 03 | classics, public domain, fair use ]
I’ll Be Glad When You’re Dead, You Rascal You, Max Fleischer, 1932
Les Kiriki, Acrobates Japonais, Segundo de Chomon, 1907
Un Chien Andalou, Luís Buñuel, 1929
Story Without End, Vicki Bennett, 2005
Gimme the Mermaid, Negativland and Tim Maloney, 2000
Willful Infringement: Mickey and Me, Jed Horovitz, 2005

[ Programme 04 | digital cinema, p2p, piracy ]
O Gilbertinho Prefere Cópias Digitais, Cine Falcatrua, 2005
The Scene (ep 101), Jun Group Productions, 2005
Remix – History of Mashups, Brett Gaylor, 2006
The Artwork in the Age of its Mechanical Reproducibility by Walter Benjamin as told to Keith Sanborn, Keith Sanborn, 1996
Steal this Film (Part One), The League of Noble Peers, 2006

Convivendo com um Cinema Livre

setembro 23, 2006

Links para a oficina no SESC Consolação

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